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quinta-feira, 17 de março de 2022

 




Reduza o consumo de eletricidade

Para não aumentar em demasia a conta de eletricidade, basta seguir algumas medidas.

    Faça uma gestão cuidadosa dos aparelhos que estão em funcionamento e evite usar aqueles que podem ser menos necessários. Por exemplo, dê primazia ao estendal em vez da máquina de secar roupa, se tiver um estendal exterior e sempre que as condições climatéricas o permitam. Se não puder estender a roupa ao ar livre, equacione a possibilidade de comprar um estendal para ter dentro de casa ou mesmo um mais portátil para pendurar na janela (poderá não servir para secar grandes quantidades de roupa de uma só vez, mas continua a ser uma opção válida).
    Verifique se a temperatura de frigoríficos e arcas congeladoras está ajustada: embora dependa do modelo, no frigorífico, deve rondar os 5 a 8ºC e, no congelador, os -18ºC. Se possível, certifique-se de que as grelhas traseiras estão limpas e desobstruídas. Abra estes aparelhos o menos possível.
    Evite ligar em simultâneo eletrodomésticos com consumos significativos de eletricidade, como cafeteiras elétricas, fornos elétricos, máquinas da roupa e da loiça e aspiradores, para reduzir os picos de consumo na rede elétrica. Para tal, se as máquinas da roupa e da loiça tiverem a função de arranque diferido, use-a para que funcionem de madrugada, aproveitando assim, caso tenha, a tarifa bi/tri-horária.
    Na altura de lavar roupa e loiça, use as máquinas com a carga completa. Atenção: respeite a dose de detergente indicada na embalagem, pois não é por colocar mais que a loiça ou a roupa ficam mais bem lavadas. Se alguém em sua casa estiver doente, lave a roupa de cama, toalhas, roupa interior e pijamas a temperaturas mais elevadas – em regra, “algodão a 60°C” –, desde que a máquina e a roupa o permitam. Se a máquina da roupa não possuir o programa indicado, use uma máquina de secar, para sujeitar a roupa a temperaturas mais elevadas. Caso não tenha este equipamento, e a roupa branca o permitir, coloque um pouco de lixívia no compartimento do detergente, antes de pôr a roupa a lavar.
    Se estiver alguém em casa infetado, na máquina de lavar loiça, privilegie o programa automático, normal ou universal em detrimento do eco, mas só nesse caso. Os programas mencionados normalmente têm uma temperatura entre os 55ºC e os 65ºC, enquanto o eco atinge muitas vezes só os 50ºC (a eficácia de lavagem das altas temperaturas é, neste programa, compensada por uma duração mais longa, daí os consumos do programa eco poderem ser mais baixos). Tem, ainda, o programa intensivo, com temperaturas geralmente ainda mais elevadas.
    Desligue os equipamentos da corrente, para não ficarem a consumir em standby: use extensões com interruptor, por exemplo.
    Caso seja inadiável comprar um novo eletrodoméstico, como um frigorífico ou uma arca, opte por aparelhos energeticamente eficientes e, de preferência, com um bom desempenho. Analise os resultados dos nossos testes e as etiquetas energéticas.
    Acenda apenas as luzes que são precisas. Ao sair da divisão, apague-as.
    Sempre que puder, varra a casa e aspire a fundo, pelo menos, uma vez por semana.
    Caso tenha um sistema fotovoltaico para autoconsumo (ou outro sistema de produção de eletricidade para autoconsumo, como geradores eólicos), sem armazenamento, procure alinhar o ciclo de utilização dos eletrodomésticos com um ciclo de produção do sistema para autoconsumo.

Gaste menos água quente


Ao reduzir o consumo de água quente, baixa também o gasto de gás ou de eletricidade. 

    Regule a temperatura do equipamento de produção de água quente sanitária na posição “Eco” ou num valor próximo do usado na torneira.
    Prefira sempre tomar duche e evite banhos de imersão.
    Se tiver um termoacumulador elétrico, procure tomar banho fora de horas de maior consumo (por exemplo, a meio da manhã ou da tarde), para que a resistência do termoacumulador se ative em períodos de menor congestionamento da rede elétrica. Esta medida pode também ser útil caso tenha um sistema fotovoltaico para autoconsumo sem armazenamento.
    Se tiver instalado um sistema solar térmico para produção de água quente em casa, tente tomar os banhos logo de manhã ou à noite, de forma que o sistema aproveite ao máximo o sol para o aquecimento da água. Se tiver uma resistência como elemento de apoio, certifique-se de que o seu funcionamento é o mais restrito possível.
    Nos tempos livres, e caso tenha os materiais em casa porque já pensava instalá-los, aproveite para algumas obras de bricolage e manutenção na sua habitação, que ajudarão a reduzir o consumo de água: instale redutores de caudal nas torneiras e cabeças de chuveiro; repare fugas e torneiras a pingar; isole as tubagens de água quente da habitação, caso estas estejam no exterior das paredes e acessíveis.

Casa confortável, poupada e ventilada


Aproveite os recursos naturais para aquecer ou arrefecer a casa. Consegue, assim, manter a casa confortável e arejada com algumas medidas simples.

    Nos dias mais frios, aproveite o sol: abra as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia e, à noite, feche-os. Nos dias de calor, feche aqueles durante o dia e, à noite, abra as janelas para arrefecer a habitação.
    É muito importante renovar o ar interior da habitação todos os dias: basta abrir as janelas, de preferência de direções opostas, para que a casa fique ventilada. Esta operação é ainda mais importante quando existem várias pessoas dentro de casa e por um período alargado.
    Procure otimizar a utilização dos vários equipamentos: por exemplo, opte por renovar o ar da habitação logo de manhã. Assim, mesmo que a temperatura da habitação possa descer com esta operação, aproveitará o calor do sol ao longo do dia para ajudar a elevar um pouco a temperatura da habitação.
    O recurso a um desumidificador após a operação de renovação do ar interior pode também ajudar a aquecer um pouco a divisão, ao mesmo tempo que baixa a humidade relativa no ar e diminui a possibilidade de ocorrerem condensações superficiais quando a temperatura exterior voltar a baixar.
    Se a casa tiver um sistema de ventilação mecânica, assegure-se de que o mesmo está nas melhores condições de funcionamento e programado de modo que a renovação do ar esteja ajustada ao número de pessoas que permanecem na habitação.
    Caso precise de recorrer a um aparelho de aquecimento portátil, reduza a sua utilização ao máximo. No caso do termoventilador, ligue-o apenas quando alguém estiver na divisão e desligue-o assim que sair ou for dormir. Regule o termóstato para uma temperatura que permita que vá ligando e desligando. Caso use um radiador a óleo, mantenha-o em funcionamento o menor tempo possível e regule o termóstato para, no máximo, 21°C. Desligue-o se sair por mais tempo.
    Se usar um aparelho de ar condicionado, regule-o para 20 a 21°C, no inverno, e 24 a 25°C, no verão. Ligue o equipamento quando estiver na divisão e desligue-o, se sair por um período prolongado.
    No caso de equipamentos que funcionem com biomassa (como pellets ou lenha), deixe de alimentar a lareira ou a salamandra uma hora antes de se deitar. Lembre-se de ventilar o espaço.
    Não use aquecedores catalíticos e a parafina ou braseiras sem a existência de uma chaminé que permita a correta exaustão dos gases de combustão. Estes sistemas promovem a queima do oxigénio e a libertação de monóxido e dióxido de carbono para a divisão.
    Se tiver um sistema de aquecimento central, verifique se o termóstato está no modo de inverno e regule-o segundo as necessidades, mantendo a temperatura da caldeira o mais baixa possível. Feche os radiadores nas divisões que não usar.
    Aproveite para efetuar algumas operações de manutenção dos equipamentos de climatização: limpe os filtros e as grelhas de ventilação; faça a purga dos radiadores de um sistema de aquecimento central; limpe cinzas de lareiras, salamandras e caldeiras de biomassa e faça a manutenção aos equipamentos e chaminés.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Como instalar um candeeiro de teto ou uma suspensão

 1. Introdução

A norma NF-C 15-100 é revista regularmente para melhorar o conforto e a segurança das nossas instalações elétricas. Se a instalação de um candeeiro de teto é bastante simples de executar, esta deve respeitar as mais recentes evoluções relacionadas com a construção nova ou grande restauração. Em todos os casos, escolher um sistema de fixação adequado à estrutura do teto e ao peso do candeeiro!

2. A preparação

As precauções a tomar

        - Em primeiro lugar, desligar o circuito colocando o disjuntor divisionário em posição desligado.
        - Verificar com um testador que a corrente está cortada à saída dos fios de alimentação. 

O procedimento a seguir

         - Em muitas instalações antigas, os fios elétricos saem do teto. A suspensão da luminária requer a colocação de uma fixação específica com um gancho ou um pitão: bucha metálica basculante e de mola para corpo oco, bucha metálica de expansão para material maciço... A conexão do candeeiro é feita por meio de dominós ou conectores rápidos.
 
         - As instalações mais recentes consistem geralmente em circuitos elétricos encastrados que terminam em caixas de conexão convencionais. Estas são fechadas por uma tampa a aparafusar, também equipada com um gancho ou pitão. Antes de fixar a tampa é inserido um opérculo para deixar passar e conectar o cabo de alimentação do candeeiro.
 
         - Nas construções novas ou nas restaurações de grande dimensão, a norma NF 15-100 exige a ligação dos candeeiros de teto nas caixas «ponto de centro» DCL (Dispositivo de Conexão para Luminária). Incluem um terminal especial ligado a uma tampa autobloqueante. O terminal forma uma cavidade oca para a ligação da luminária. A operação é feita sem ferramentas através de um conector DCL, substituindo os casquilhos convencionais.


Conselho: Existem caixas DCL para suportes ocos, com sistema de bloqueio e outros a selar para materiais maciços. São capazes de suportar até 25 kg.
 
Marcar a localização

Conselho: As caixas ponto de centro estão disponíveis em dois diâmetros comuns: 65 ou 67 mm.

 

 

Assinalar com uma cruz o local de perfuração da bucha ou da caixa a encastrar.


3. A instalação da fixação

 

Após ter retirado o pó do furo, inserir a bucha e apertar o gancho ou o pitão.
Instalar uma bucha de suspensão

          - Perfurar o teto com uma broca de betão de mesmo diâmetro que a bucha.
          - Consoante o tipo de fixação, o aperto provoca o bloqueio por basculamento, por afastamento das aletas ou por expansão do corpo da bucha.

 

 

Para perfurar o compartimento da caixa de conexão, utilizar uma ferramenta adaptada à natureza do teto: serra copo ou trépano.

Instalar uma caixa DCL

              - Se a instalação for feita num teto maciço, cavar um rego de passagem e trazer os cabos até ao local da caixa.


Conselho: As caixas DCL complementam-se de uma haste roscada que serve para reforçar a sua manutenção. O tipo de candeeiro de teto determina a escolha da haste: para aparafusar na madeira, cavilhar ou selar.

 


 

Num material maciço, selar a caixa com gesso e, em seguida, apertar a porca de fixação da haste roscada com uma chave tubular ou de caixa.

            - Colocar a caixa no seu compartimento para localizar o ponto de perfuração da haste roscada. Em princípio, o eixo central do pitão pode ser desmontado para facilitar a operação.
 
            - Retirar a caixa e perfurar o teto com o diâmetro especificado para a haste. Uma vez fixada ao teto, pode reinstalar a caixa.


Dica: Antes de colocar a caixa, não esquecer de abrir a tampa que permite a passagem dos fios elétricos.

 

 

Num corpo oco, é necessário apertar os pequenos parafusos que provocam o afastamento das garras ou pernas de bloqueio da caixa atrás da parede.

 

            - Apertar os parafusos ao máximo para garantir um ótimo apoio.


4. A montagem de um candeeiro de teto

 

Pendurar a barra ao gancho da cavilha e proceder à ligação do candeeiro.

Instalação antiga

             - Começar por enfiar o cordão do candeeiro na barra de suspensão em plástico.

Dica: A barra evita aos cabos elétricos suportar o peso do candeeiro.

             - No caso de um lustro ou uma suspensão, basta subir o pavilhão para esconder a fixação.

 

 

Descarnar as extremidades dos condutores de 8 a 10 mm e inseri-las nos conectores do terminal até ao bloqueio.

Com uma caixa DCL

            - Voltar a colocar o eixo central do pitão no fundo da caixa.
 
            - Respeitar cuidadosamente os símbolos dos terminais: neutro (N), fase (L) e terra.

Conselho: Nas instalações novas ou normalizadas, os candeeiros devem estar obrigatoriamente ligadas à terra, exceto as de classe II.

 

 

Após ter verificado a solidez da ligação, encaixar o conjunto terminal/tampa na caixa e aparafusar o gancho central.